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Saúde Degenerativa

Neurologista do Austa Hospital alerta sobre a esclerose múltipla

No Brasil, estima-se que a doença afete de 15 a 27 indivíduos a cada 100 mil habitantes.

29/05/2024 09h59
Por: Harley Pacola Fonte: Assessoria de Imprensa
Divulgação
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Ao contrário de muitas doenças neurológicas, que têm nos idosos a faixa etária de maior incidência, no caso da esclerose múltipla são os jovens adultos os mais atingidos, segundo dados das organizações de saúde.

Nesta quinta-feira, dia 30 de maio, é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, em que médicos e instituições de saúde alertam que o diagnóstico e tratamento precoce, aliados ao acompanhamento com o neurologista, são as chaves para a estabilização da doença e melhora da qualidade de vida dos portadores.


A doença chega ao conhecimento da população somente quando acomete celebridades, como as atrizes Guta Stresser, Cláudia Rodrigues e Ana Beatriz Nogueira, por exemplo. "Atualmente, a esclerose múltipla é uma das principais causas de deficiências não traumáticas em adultos jovens. Incide mais entre 18 e 40 anos, fase produtiva, e atinge três vezes mais mulheres que homens", informa o médico neurologista Guilherme Gasque, do Austa Hospital, de Rio Preto.


A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune que compromete o sistema nervoso central, causando a inflamação e, muitas vezes, a destruição da bainha de mielina, responsável por tornar mais rápida a comunicação entre os neurônios, explica o neurologista. "Ela é causada por uma soma de fatores que o paciente está exposto durante a vida. Além da predisposição genética, também está relacionada ao tabagismo, obesidade na infância e alguns tipos de infecções", explica o neurologista.


"Nos surtos iniciais, a esclerose múltipla apresenta sintomas que duram dias ou semanas, podendo evoluir para melhora espontânea. Após algum tempo, sua recuperação passa a ser mais lenta e parcial, trazendo sequelas cada vez mais incapacitantes", pontua Dr. Guilherme Gasque.


Entre os sintomas característicos da doença, estão a perda de força ou de sensibilidade em um, ou mais membros, a redução da visão associada à dor, a movimentação ocular e a incontinência urinária.


O diagnóstico da doença é realizado pelo neurologista, por meio de exame clínico detalhado e criterioso, apoiado em exames complementares como a ressonância magnética de crânio, medula cervical e torácica, punção lombar com análise do liquor e exames laboratoriais, todos disponíveis no Austa Medicina Diagnóstica.


Dr. Guilherme Gasque destaca que, nos últimos anos, o diagnóstico e o tratamento estão cada vez mais precoces e eficientes, o que colabora para manter o portador sem surto e, consequentemente, sem prejuízo para as atividades do dia a dia.


Medicações orais e endovenosas são hoje as terapias de combate à evolução do quadro, sendo aplicadas de forma individualizada, sempre dependendo da gravidade e demanda de cada caso.


Segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde, existem 2,8 milhões de portadores de esclerose múltipla no mundo. No Brasil, estima-se que a doença afete de 15 a 27 indivíduos a cada 100 mil habitantes.

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